• Início
  • A obra
  • Fauna e flora
  • Histórico
  • Legado
  • Notícias
  • Início
  • A obra
  • Fauna e flora
  • Histórico
  • Legado
  • Mais pela vida das lagoas
  • Notícias
  • Dúvidas frequentes
  • Fale conosco
  1. Home
  2. Notícias
  3. #MemóriasdasLagoas: Ocupação colonial inicial
memoriasdaslagoas-ocupacao-colonial-inicial-20260630180905000
Educação Ambiental

#MemóriasdasLagoas: Ocupação colonial inicial

20 de junho de 2026

Após séculos de ocupação indígena integrada às lagoas, rios, manguezais e restingas, a Baixada de Jacarepaguá passou, a partir do fim do século XVI, por uma profunda reorganização. Com a colonização portuguesa, a terra passou a ser tratada como propriedade e fonte de produção, marcando uma ruptura nas formas de ocupação do território.

Engenhos, sesmarias e o início da transformação do território

Esse processo teve como base o sistema de sesmarias, utilizado pela Coroa Portuguesa para distribuir terras e estimular a produção agrícola. Em Jacarepaguá, a carta de sesmaria concedida aos filhos de Salvador Correia de Sá, em 1594, marcou o início dessa reorganização.

A distribuição das terras impulsionou a implantação de engenhos de açúcar e fazendas. Segundo Maurício de Almeida Abreu, a Baixada de Jacarepaguá tornou-se uma importante área produtora da capitania do Rio de Janeiro, chegando a reunir 11 engenhos no final do século XVII. No século XVIII, a produção expandiu-se para gêneros como aguardente e farinha de mandioca, conforme pesquisa de Victor Luiz Alvares Oliveira.

A água foi essencial para esse modelo econômico, servindo tanto como via de circulação quanto para movimentar as moendas dos engenhos por meio de canaletas, aquedutos e rodas hidráulicas. Ao mesmo tempo, a expansão agrícola transformou a paisagem da planície costeira e lançou as bases das alterações ambientais que se intensificariam nos séculos seguintes.

A produção dos engenhos dependeu inicialmente da exploração indígena e, posteriormente, da escravização de africanos e seus descendentes. Pesquisas arqueológicas no Engenho do Camorim evidenciam essa presença, cuja memória permanece viva no Quilombo do Camorim, importante território de preservação da história e resistência da população negra.

Compreender esse período ajuda a entender que a história das lagoas também é marcada por sucessivas transformações na relação entre sociedade e natureza.

Hoje, o movimento Juntos Pela Vida das Lagoas atua na revitalização ambiental do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá por meio de obras, monitoramento, educação e comunicação ambiental, contribuindo para a preservação desse patrimônio natural e cultural.

Referências bibliográficas

ABREU, Maurício de Almeida. Um quebra-cabeça (quase) resolvido: os engenhos da capitania do Rio de Janeiro, séculos XVI e XVII. Scripta Nova, 2006.

OLIVEIRA, Victor Luiz Alvares. A Zona Oeste colonial e os mapas de população de 1797: algumas considerações sobre lavradores partidistas e produção agrária de Jacarepaguá, Campo Grande e Guaratiba no século XVIII. Revista do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, n. 10, 2016.

ANDRADE, Inês El-Jaick. Ruínas do Antigo Engenho Novo no Núcleo Histórico Rodrigues Caldas. Revista de História da Arte e Arqueologia, n. 13.

PEIXOTO, Sílvia Alves; LIMA, Tania Andrade. Engenho do Camorim: Arqueologia de um espaço açucareiro no Rio de Janeiro seiscentista. Revista de Arqueologia, v. 33, n. 1, 2020.

RIOONWATCH. Quilombo do Camorim: uma história de preservação e resistência. Disponível em: https://rioonwatch.org.br/?p=20726

memoriasdaslagoas-ocupacao-colonial-inicial-20260630180908000
memoriasdaslagoas-ocupacao-colonial-inicial-20260630180908000

Leia mais

Educação Ambiental

Projeto “Em Cena Pela Vida das Lagoas” entra na fase de gravações com alunos da Cidade de Deus como protagonistas

30 de maio de 2026
Leia mais

Educação Ambiental

80 mil mudas plantadas: um dos resultados das ações integradas do Juntos Pela Vida das Lagoas

31 de março de 2026
Leia mais

Educação Ambiental

Projeto Em Cena Pela Vida das Lagoas inicia terceira edição com estudantes da Cidade de Deus em aula inaugural no canteiro de obras

27 de março de 2026
Leia mais

Educação Ambiental

#MemóriasdasLagoas: os nomes que atravessaram séculos, a herança indígena do Complexo Lagunar

24 de março de 2026
Leia mais

Educação Ambiental

#MemóriasdasLagoas: Antes da cidade, o território. A ocupação indígena no Complexo Lagunar

28 de fevereiro de 2026
Leia mais

Educação Ambiental

Descarte responsável de resíduos: cuidar das lagoas começa nas nossas escolhas

23 de fevereiro de 2026
Leia mais

Fale conosco

Execução:

Execução:

Iguá Rio de Janeiro

Em caso de dúvidas, entre em contato com a nossa Ouvidoria.

De segunda a sexta, das 8h às 17h30.

Ligação gratuita:

0800 770 7881

Whatsapp:

(21) 96573-0011