FAUNA E FLORA DO COMPLEXO LAGUNAR DA BARRA E JACAREPAGUÁ NAS PAREDES DO ESPAÇO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
17 de março de 2025As paredes do Espaço de Educação Ambiental, localizado no canteiro de obras da dragagem do Complexo Lagunar, liderado pela Iguá, ganharam vida com os grafites do artista Rongo. As obras retratam animais emblemáticos do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, como o Colhereiro-rosa (Platalea ajaja), a Lontra (Pteronura brasiliensis) e diversos caranguejos — espécies que, felizmente, têm sido vistas com mais frequência na região.
A proposta da arte, aliada à educação ambiental, é sensibilizar não apenas crianças, jovens e adultos das comunidades do entorno, mas também os trabalhadores da obra, colaboradores da concessionária e visitantes para a importância de cuidar das lagoas, habitat de uma biodiversidade essencial à preservação do ecossistema local.
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Colhereiro Rosa (Platalea ajaja)
O Colhereiro Rosa é uma das aves mais notáveis do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, facilmente identificável por seu bico longo e em forma de colher, que utiliza para vasculhar águas rasas em busca de alimento. A plumagem rosa característica do Colhereiro é um dos elementos que mais chamam atenção, especialmente durante a temporada de acasalamento. Não há distinção entre a plumagem de machos e fêmeas, apenas entre os mais jovens, que apresentam a plumagem da cabeça branca e o resto do corpo com penas na cor rosa mais claro que no indivíduo adulto.
A intensidade da cor depende, em grande parte, da dieta rica em carotenoides, provenientes de crustáceos e moluscos, o que confere a esses pássaros um visual vibrante. Essas cores intensas sinalizam aos parceiros potenciais que o indivíduo está saudável e tem boa capacidade de caçar e alimentar-se adequadamente.
Além da sua impressionante plumagem, o Colhereiro Rosa também desempenha um papel importante no ecossistema das lagoas, já que se alimenta de pequenos peixes e invertebrados, ajudando a controlar a população dessas espécies. O Colhereiro Rosa esteve ausente do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá por um longo período devido à degradação ambiental, mas, felizmente, tem retornado gradualmente nos últimos anos, um reflexo dos esforços de recuperação do habitat e da melhoria das condições das lagoas.
Essa ave é um excelente bioindicador da saúde ambiental da região, pois sua presença sugere um ecossistema lagunar equilibrado e funcional. Sua volta ao complexo lagunar é uma vitória simbólica para a recuperação ambiental da área e um testemunho do sucesso das ações de preservação e reflorestamento implementadas.
Características Físicas
Tamanho e Peso: O Colhereiro Rosa mede entre 68,5 e 86,5 centímetros de comprimento e pesa entre 1150 e 1400 gramas.
Plumagem: A coloração geral da plumagem é rosada, com asas e parte inferior das costas fortemente rosadas e algumas penas avermelhadas. O pescoço, peito e parte superior das costas são rosados, mas com uma tonalidade mais clara, quase branca.
Bico: O bico é cinza, em forma de colher, medindo cerca de 20 centímetros. Sua extremidade é plana e arredondada.
Alimentação
Dieta: Alimenta-se de peixes, pequenos anfíbios, insetos, camarões, moluscos e crustáceos. A presença de carotenoides nesses alimentos é responsável pela coloração rosada da plumagem.
Reprodução
Nidificação: Nidifica em colônias, construindo o ninho em árvores com gravetos e gramíneas secas. As colônias geralmente incluem outras espécies de aves, como biguás e garças.
Postura e Incubação: A fêmea geralmente põe de 2 a 3 ovos, que são incubados por cerca de 22 dias. Após 6 semanas, os jovens começam a voar e atingem a maturidade sexual aos 3 anos.
Hábitos e Comportamento
Habitat: Habita ambientes aquáticos, como praias lamacentas e manguezais, e realiza migrações sazonais.
Comportamento: Vive em bandos e procura alimentos em águas rasas, sacudindo e mergulhando o bico lateralmente para peneirar a água.
Estimativa de vida: 10 a 15 anos
Distribuição Geográfica
Região: Ocorre na região neotropical, distribuindo-se do sul dos EUA à Argentina, incluindo áreas do Equador e Peru.
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Lontra (Pteronura brasiliensis)
A lontra é um dos mamíferos mais fascinantes do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. De pelagem densa e escura, com uma aparência ágil e brincalhona, a lontra é facilmente reconhecida por seu corpo alongado e focinho achatado. Ela é adaptada à vida aquática, com patas adaptadas para nadar e um rabo que funciona como leme, ajudando-a a se mover rapidamente pelas águas. Sua alimentação é variada, composta principalmente por peixes, camarões e outros invertebrados aquáticos, que ela caça de maneira extremamente eficiente, utilizando suas garras e destreza na água.
Historicamente, a lontra foi muito rara no Complexo Lagunar devido à degradação de seu habitat, mas, com os esforços de preservação e reflorestamento realizados nos últimos anos, ela tem se tornado uma presença mais frequente. A lontra é também um bioindicador da qualidade da água, uma vez que sua presença sugere que o ecossistema aquático está saudável e equilibrado.
Características Físicas:
Tamanho e Peso: A lontra pode medir até 1,8 metros de comprimento, incluindo o rabo, e pesar entre 20 e 30 quilos.
Pelagem: Possui pelagem densa e impermeável, que ajuda a manter sua temperatura corporal enquanto nada nas águas frias.
Rabo: Seu rabo é longo e espesso, funcionando como um leme, ideal para nadar.
Alimentação:
Dieta: A lontra se alimenta de peixes, camarões e moluscos, caçando com grande habilidade e agilidade.
Reprodução:
Nidificação: A lontra constrói seus ninhos em buracos nas margens dos rios ou em áreas vegetadas próximas à água.
Postura e Incubação: As fêmeas geralmente têm de 1 a 2 filhotes por ninhada, e a gestação dura cerca de 60 a 70 dias.
Hábitos e Comportamento:
Habitat: A lontra vive em áreas aquáticas doces, como rios, lagoas e manguezais, e passa boa parte do tempo na água.
Comportamento: São animais sociáveis, frequentemente observados em grupos familiares, mas também têm comportamentos solitários, especialmente quando caçam.
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Caranguejos (Diversas espécies)
Os caranguejos são uma parte essencial da biodiversidade do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Existem várias espécies que habitam os manguezais e as águas rasas da região, sendo elas caranguejos-uçá, caranguejos-azuis e muitos outros. Esses pequenos crustáceos desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio ecológico, alimentando-se de matéria orgânica e ajudando na decomposição de detritos. Sua habilidade de escavar buracos nas margens das lagoas e manguezais ajuda na aeração do solo, o que favorece o crescimento da vegetação local.
O caranguejo-uçá, por exemplo, é um dos mais comuns e conhecidos, com sua cor avermelhada e garras imponentes. Eles têm uma relação simbiótica com os manguezais, já que se alimentam da matéria orgânica acumulada nos sedimentos, ao mesmo tempo que ajudam a remover detritos que poderiam prejudicar a vegetação.
Características Físicas:
Tamanho e Peso: Os caranguejos variam de 2 a 10 cm de comprimento, dependendo da espécie.
Corpo: A maioria dos caranguejos tem uma cor que varia do vermelho ao azul, dependendo da espécie, com garras que são usadas tanto para defesa quanto para caça.
Garras: Algumas espécies, como o caranguejo-uçá, possuem garras desiguais, sendo uma delas muito maior que a outra.
Alimentação:
Dieta: Os caranguejos se alimentam de detritos orgânicos, plantas e pequenos animais, dependendo da espécie.
Reprodução:
Nidificação: Os caranguejos constroem buracos nas margens das lagoas ou em locais arenosos e lamacentos.
Postura e Incubação: As fêmeas geralmente depositam seus ovos em áreas protegidas, onde as larvas se desenvolvem até atingir a fase adulta.
Hábitos e Comportamento:
Habitat: Os caranguejos habitam manguezais, praias lamacentas e áreas de vegetação costeira.
Comportamento: Eles são ativos durante o dia, escavando buracos e forrageando o fundo marinho à procura de alimentos.
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Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris)
A capivara é o maior roedor do mundo e é uma das espécies mais carismáticas do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Esses animais têm corpo robusto e pelagem marrom, com pequenas orelhas e focinho arredondado. Apesar de viverem em grupos e parecerem dóceis, as capivaras não devem ser abordadas, pois podem atacar se se sentirem ameaçadas, especialmente quando defendem sua prole. Muitas pessoas acreditam que elas são animais domesticados, devido à sua convivência em áreas urbanas, mas elas mantêm seu comportamento selvagem. As capivaras se alimentam principalmente de gramas e plantas aquáticas, e podem passar a maior parte do dia nas águas para se refrescar.
Características Físicas:
Tamanho e Peso: Elas podem pesar até 70 kg e medir até 1,3 metros de comprimento.
Pelagem: A pelagem da capivara é curta e espessa, adaptada para a vida aquática.
Patas: As patas são adaptadas para nadar, com membranas entre os dedos.
Alimentação:
Dieta: As capivaras são herbívoras, alimentando-se de gramas, plantas aquáticas e raízes.
Reprodução:
Nidificação: Elas fazem seus ninhos em áreas secas próximas à água, onde seus filhotes nascem.
Postura e Incubação: As capivaras geram de 4 a 6 filhotes por ninhada e a gestação dura cerca de 150 dias.
Hábitos e Comportamento:
Habitat: Vivem em zonas de vegetação densa ao redor de lagos e rios.
Comportamento: São sociáveis, geralmente vistas em grupos de até 20 indivíduos.
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Jacaré-do-Papo-Amarelo (Caiman latirostris)
O Jacaré-do-Papo-Amarelo é um dos predadores mais antigos e imponentes do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Com o corpo coberto por escamas duras e um papo amarelo, essa espécie de jacaré é adaptada à vida aquática, utilizando suas poderosas mandíbulas para caçar peixes e outros animais. O jacaré tem um comportamento mais territorialista, preferindo se manter isolado ou em pequenos grupos. É importante ressaltar que o estresse ambiental pode afetar a reprodução dessa espécie, levando à predominância de machos nas ninhadas. Este fenômeno prejudica o equilíbrio da população e torna a manutenção da espécie mais difícil.
Características Físicas:
Tamanho e Peso: O jacaré pode atingir até 2,5 metros de comprimento e pesar mais de 100 kg.
Escamas: Sua pele é coberta por escamas duras e resistentes, proporcionando proteção contra predadores.
Papo: O papo amarelo é uma característica única dessa espécie.
Alimentação:
Dieta: O jacaré é carnívoro, alimentando-se de peixes, aves e até mamíferos pequenos.
Reprodução:
Nidificação: As fêmeas constroem ninhos em áreas de vegetação densa.
Postura e Incubação: A fêmea geralmente põe entre 30 a 50 ovos, e a incubação dura cerca de 80 dias.
Hábitos e Comportamento:
Habitat: O jacaré habita rios, lagos e áreas de pântano, geralmente encontrando-se em águas tranquilas e pouco profundas.
Comportamento: São animais territoriais, muitas vezes observados tomando sol nas margens dos rios.
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Biguá (Nannopterum brasilianum)
O biguá, também conhecido como corvo-marinho, é uma ave aquática comum no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Caracterizado por seu pico longo e fino, além de sua plumagem escura e brilhante, o biguá é um excelente pescador, passando boa parte do tempo na água, onde mergulha para capturar peixes. Sua habilidade de mergulho é impressionante, conseguindo ficar submerso por até 30 segundos, utilizando suas patas para impulsionar-se em busca de alimentos.
Características Físicas:
Tamanho e Peso: O Biguá mede entre 58 e 73 centímetros de comprimento e pesa entre 1,2 a 1,4 kg.
Plumagem: A plumagem é preta e brilhante, com um brilho esverdeado em algumas áreas.
Bico: O bico é longo e fino, adaptado para capturar peixes.
Alimentação:
Dieta: O biguá se alimenta de peixes e crustáceos .
Reprodução:
Nidificação: O biguá constrói seus ninhos em árvores e vegetação densa nas margens dos rios.
Postura e Incubação: A fêmea geralmente põe entre 3 a 4 ovos, que são incubados por cerca de 3 semanas.
Hábitos e Comportamento:
Habitat: Habita ambientes aquáticos como rios, lagos e áreas costeiras.
Comportamento: São aves sociáveis, frequentemente vistas em bandos.
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Garça Moura (Ardea cocoi)
A Garça Moura é uma das aves mais emblemáticas do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Com seu pescoço longo e corpo esguio, ela é excelente para capturar presas nas águas rasas, especialmente peixes e pequenos invertebrados. Sua plumagem é predominantemente branca, mas com penas escuras na parte superior das costas e cabeça. Esta distinção torna a garça moura fácil de ser identificada, e sua presença nas margens das lagoas e manguezais é sinal de um ecossistema saudável e funcional.
A Garça Moura costuma caçar sozinha, muitas vezes parando imóvel nas águas enquanto observa suas presas. Sua técnica de caça é extremamente eficiente, com movimentos rápidos e precisos ao capturar peixes. Embora seja uma ave de grande porte, ela possui uma grande destreza e agilidade na captura de alimentos.
Sua reprodução ocorre em áreas mais altas, onde constroem seus ninhos em árvores ou vegetação densa, muitas vezes compartilhando as colônias com outras aves, como o biguá e a garça branca grande. A garça moura é uma importante bioindicadora da saúde ambiental, pois sua presença ou ausência refletem diretamente a qualidade do habitat local.
Características Físicas
Tamanho e Peso: Mede entre 85 e 102 centímetros de comprimento e pesa de 1,2 a 1,4 kg.
Plumagem: Sua plumagem é predominantemente branca, mas com penas escuras na parte superior das costas e cabeça, o que a torna fácil de identificar.
Bico: O bico é longo, reto e afiado, geralmente de coloração amarelada ou alaranjada.
Pernas: Longas e finas, geralmente de cor amarela.
Alimentação
Dieta: A garça moura se alimenta principalmente de peixes, mas também captura pequenos invertebrados como moluscos, anfíbios e insetos aquáticos. Ela utiliza sua visão aguçada para detectar suas presas em águas rasas, onde permanece imóvel por longos períodos, até que se aproxime da presa para capturá-la com rapidez.
Reprodução
Nidificação: A garça moura nidifica em colônias formadas por outras aves, construindo seus ninhos em árvores altas ou arbustos densos usando gravetos e gramíneas secas.
Postura e Incubação: A fêmea geralmente põe de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 22 a 24 dias.
Crescimento dos Filhotes: Após a eclosão, os filhotes permanecem no ninho por várias semanas até adquirirem a capacidade de voar. A maturidade sexual é alcançada aos 3 anos.
Hábitos e Comportamento
Habitat: Habita áreas de manguezais, estuários e zonas úmidas. Também é encontrada em áreas mais abertas de água doce ou salobra, onde realiza suas caçadas.
Comportamento: É uma ave solitária ou que forma pequenos grupos durante a alimentação. Sua técnica de caça envolve ficar imóvel por longos períodos e capturar a presa com movimentos rápidos e precisos.
Distribuição Geográfica
Região: A garça moura ocorre principalmente na América do Sul, distribuindo-se da Colômbia ao Argentina, com populações em Venezuela, Brasil e Paraguai. Também pode ser encontrada em algumas regiões da América Central.
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Garça Branca Grande (Ardea alba)
A Garça Branca Grande é uma das aves de maior porte do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá. Conhecida pela sua imensa elegância, ela tem um pescoço longo e esbelto e uma plumagem completamente branca, o que a torna fácil de identificar. Essa espécie se alimenta principalmente de peixes, mas também de pequenos anfíbios e insetos aquáticos. A garça branca grande é uma caçadora paciente, que fica imóvel nas águas rasas até identificar a presa, e em seguida, utiliza seu bico longo e afiado para capturá-la com precisão.
Além de sua habilidade de caça, a garça branca grande é também um símbolo de beleza e resistência nas áreas úmidas e lagunares. Ela tende a viver em bandos menores durante a estação de migração, mas em áreas de alimentação e reprodução, é comum vê-las solitárias ou em pequenos grupos. Quando o habitat das lagoas está equilibrado, a presença dessa ave se torna mais frequente, um indicativo claro de que as condições para a fauna aquática estão em recuperação.
Durante a reprodução, as garças brancas grandes constroem seus ninhos em árvores, onde as fêmeas depositam seus ovos e os incubam. A garça branca grande tem sido uma das espécies que voltou a habitar o Complexo Lagunar devido aos esforços de conservação, como a recuperação das áreas de mangue e o controle de poluição nas águas.
Características Físicas
Tamanho e Peso: Mede entre 85 e 104 centímetros de comprimento, com uma envergadura de asas de até 1,5 metros. O peso varia de 1 a 1,5 kg.
Plumagem: A plumagem é completamente branca e muito elegante, o que contribui para sua aparência majestosa. Durante a época de acasalamento, as penas se tornam mais longas e apresentam um brilho notável.
Bico: O bico é longo, reto e amarelado, ideal para capturar presas em águas rasas.
Pernas: Longas e finas, com tonalidade escura, contrastando com a cor branca da plumagem.
Alimentação
Dieta: A garça branca grande se alimenta principalmente de peixes, mas também consome anfíbios, insetos aquáticos e até crustáceos. Ela utiliza sua habilidade de caçar com precisão, capturando suas presas enquanto se move lentamente pela água ou fica em posições estratégicas para surpreender suas vítimas.
Reprodução
Nidificação: A garça branca grande nidifica em colônias, construindo seus ninhos em árvores altas e em locais elevados, utilizando gravetos e galhos para formar uma base segura para os ovos.
Postura e Incubação: A fêmea põe de 2 a 4 ovos, que são incubados por ambos os pais por cerca de 25 a 28 dias.
Crescimento dos Filhotes: Os filhotes nascem com penas fofas e são alimentados por ambos os pais até que possam voar. A maturidade sexual é atingida por volta dos 3 anos de idade.
Hábitos e Comportamento
Habitat: A garça branca grande é encontrada em áreas alagadas, estuários e manguezais. Ela prefere locais tranquilos, com águas rasas, onde pode caçar eficientemente.
Comportamento: A garça branca grande é uma ave solitária ou pode ser vista em pequenos bandos durante a migração. Sua principal técnica de caça envolve ficar parada nas águas, aguardando que os peixes se aproximem, para então capturá-los com rapidez e precisão.
Distribuição Geográfica
Região: A garça branca grande é encontrada em grande parte da América Tropical, distribuindo-se do sul dos EUA até a Argentina, incluindo regiões da América Central e algumas áreas do México.
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Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata)
O martim-pescador-grande é uma das maiores espécies de martim-pescador da América do Sul e é encontrado em ambientes aquáticos do Brasil, incluindo o Complexo Lagunar da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Reconhecível pelo seu tamanho imponente e pela plumagem contrastante com tons de azul, branco e preto, essa ave é uma excelente caçadora. A espécie se alimenta principalmente de peixes e pode ser observada fazendo mergulhos rápidos e precisos para capturar suas presas.
Esta espécie se destaca por sua adaptação ao ambiente de água doce e salgada e é considerado um bioindicador da saúde ecológica desses ecossistemas. Além disso, sua presença e reprodução dependem da conservação dos cursos d'água e margens, essenciais para alimentação e nidificação.
Características Físicas
Tamanho e Peso: Mede entre 40 e 45 centímetros de comprimento, com uma envergadura de asas de até 60 centímetros. O peso varia entre 150 a 250 gramas.
Plumagem: Sua plumagem é predominantemente azul e branca, com uma cabeça preta e um collar branco que envolve o pescoço.
Bico: O bico é largo, reto e pontiagudo, ideal para capturar peixes em águas rasas.
Pernas: Curtas e robustas, com coloração escura, auxiliando na locomoção e no pouso em galhos e troncos.
Alimentação
Dieta: Alimenta-se principalmente de peixes, mas também pode consumir anfíbios e crustáceos.
Técnica de Caça: O martim-pescador-grande observa a água a partir de um poleiro elevado e, ao detectar a presa, mergulha rapidamente para capturá-la com precisão.
Reprodução
Nidificação: A espécie constrói seus ninhos em barrancos de rios e lagos, escavando túneis no solo para proteger os ovos de predadores.
Postura e Incubação: A fêmea geralmente põe 3 a 5 ovos, que são incubados por ambos os pais, por cerca de 22 a 24 dias.
Crescimento dos Filhotes: Os filhotes nascem cegos e sem penas, sendo alimentados e cuidados pelos pais até que estejam prontos para deixar o ninho.
Hábitos e Comportamento
Habitat: É encontrado em áreas de água doce e salgada, como rios, lagoas e estuários, onde há abundância de peixes.
Comportamento: É uma ave solitária ou vista em pares. Costuma ser vista em posições elevadas, como galhos ou postes, de onde pode observar e caçar suas presas com grande destreza.
Distribuição Geográfica
Região: A espécie é distribuída por grande parte da América do Sul, especialmente no Brasil, onde é encontrada em diversas regiões de águas interiores e costeiras, do México até o norte da Argentina.
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Mangue Vermelho, Mangue Branco e Mangue Preto
Os manguezais do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá são ecossistemas costeiros essenciais para a biodiversidade da região, com a presença de três tipos predominantes de mangue: o mangue vermelho (Rhizophora mangle), o mangue branco (Laguncularia racemosa) e o mangue preto (Avicennia schaueriana). Esses mangues desempenham um papel crucial na proteção da costa, atuando como barreiras naturais contra a erosão e tempestades e criando habitats únicos para diversas espécies.
Mangue Vermelho: O mangue vermelho é a espécie mais comum e característica dos manguezais. As raízes do mangue vermelho, chamadas pneumatóforos, são visíveis acima da linha da água, formando uma 'floresta submarina'. Essas raízes ajudam o mangue a respirar e a se fixar no solo lamacento. Além disso, o mangue vermelho é fundamental para a filtragem de poluentes, atuando como um purificador natural da água. Ele também é essencial para o ciclo de vida de muitas espécies, fornecendo alimento e abrigo para peixes, crustáceos e aves.
Mangue Branco: O mangue branco, menos abundante, é caracterizado por suas raízes mais largas e superficiais. Essa espécie se adapta melhor às regiões mais altas do manguezal e consegue tolerar a salinidade da água mais facilmente. Suas folhas exalam uma secreção salgada, uma adaptação ao ambiente salino. O mangue branco é vital para a estabilidade do ecossistema, pois suas raízes ajudam a fixar o solo e evitam a erosão. Ele também serve como uma importante fonte de nutrientes para a fauna local.
Mangue Preto: O mangue preto é o tipo que tolera as áreas mais profundas e salinas do manguezal. Suas raízes são robustas e com capacidade de absorver grandes quantidades de água salgada, o que faz com que essa espécie seja extremamente resistente. Esse mangue é responsável pela criação de áreas de reprodução para várias espécies marinhas, além de servir de abrigo para animais como peixes, moluscos e caranguejos. Sua capacidade de suportar águas com alta concentração de sal o torna crucial para a diversidade do manguezal.
Esses três tipos de mangue não apenas colaboram para a preservação da biodiversidade, mas também ajudam na fixação do carbono, desempenhando um papel vital no combate às mudanças climáticas. Além disso, o manguezal é um habitat indispensável para aves migratórias, como o colhereiro rosa e as diversas espécies de garças, além de ser um recurso alimentar e reprodutivo para inúmeras outras espécies da fauna local.
Características Físicas
Tamanho e Raízes:
Mangue Vermelho: Suas raízes pneumatóforas podem atingir até 2 metros de altura, permitindo que a planta respire enquanto está submersa.
Mangue Branco: Suas raízes são mais largas e superficiais, adaptadas ao terreno mais firme.
Mangue Preto: As raízes são mais longas e robustas, com a capacidade de se fixar profundamente em solos salinos.
Folhas e Secreção Salina:
Mangue Vermelho: Suas folhas são lanceoladas e brilhantes, com bordas finas.
Mangue Branco: Suas folhas são mais largas e excretam sal pelas folhas como forma de adaptação ao ambiente salino.
Mangue Preto: As folhas são largas, e as raízes absorvem a água salgada, que é excretada pelas folhas em forma de cristais brancos.
Alimentação
Dieta e Ecossistema:
O mangue vermelho oferece abrigo e alimento para diversos peixes, caranguejos, moluscos e aves, que se alimentam dos pequenos organismos que habitam suas raízes.
O mangue branco é crucial para a reciclagem de nutrientes, já que suas folhas, ao caírem, servem de alimento para pequenos organismos aquáticos e insetos.
O mangue preto é um ponto de alimentação para diversas espécies de crustáceos e peixes juvenis, que encontram abrigo nas suas raízes.
Reprodução
Reprodução e Propagação:
A reprodução dos mangues ocorre por propágulos, que são sementes que germinam enquanto ainda estão na árvore. Quando maduras, caem na água, flutuam e são levadas pelas marés até encontrarem um local adequado para enraizar e crescer. Essa estratégia de dispersão garante que novas mudas se estabeleçam em diferentes áreas, ajudando na regeneração dos manguezais.
Mangue Vermelho: Se propaga por meio de propágulos (sementes flutuantes) que crescem diretamente na planta-mãe e caem na água, espalhando-se por novas áreas.
Mangue Branco: Também se reproduz por propágulos, mas tem uma adaptação em que suas sementes germinam enquanto ainda estão na planta-mãe.
Mangue Preto: Reproduz-se por sementes flutuantes, e as plantas jovens germinam rapidamente após a dispersão.
Hábitos e Comportamento
Habitat e Interações:
Os três tipos de mangue formam importantes zonas de reprodução para peixes e crustáceos, além de ser um local crucial para aves migratórias e locais de abrigo para uma fauna diversificada, incluindo espécies como caranguejos, lontras, e até mesmo jacarés do papo amarelo.
Os manguezais também ajudam a filtrar a água, removendo sedimentos e poluentes, criando assim um ambiente mais saudável para as espécies que neles habitam.
Distribuição Geográfica
Região:
O mangue vermelho é o tipo mais comum e pode ser encontrado ao longo das zonas costeiras tropicais e subtropicais do Brasil, incluindo a região do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá.
O mangue branco e o mangue preto também ocorrem no mesmo ambiente e são essenciais para o equilíbrio da fauna e flora local, sendo amplamente distribuídos em áreas de estuários e manguezais ao longo da costa atlântica do Brasil.
Essa descrição completa dos três tipos de mangue do Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá ilustra não apenas a importância desses ecossistemas para o equilíbrio ambiental, mas também como eles são fundamentais para a biodiversidade local e para a saúde das lagoas e áreas costeiras da região.